terça-feira, setembro 21, 2010

50 Anos de Aruanda

Há cinqüenta anos o filme paraibano “Aruanda”, antes mesmo da primeira exibição pública, conquistou generoso espaço nas páginas do importante Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, mais precisamente em seis de agosto de 1960. Quem assinou o artigo, considerado hoje um documento histórico de reconhecimento e legitimação da importância do documentário paraibano, foi Glauber Rocha, que conseguiu assistir ao curta-metragem na Líder, no Rio de Janeiro, para onde Linduarte Noronha havia enviado o material bruto para montagem. Eleito pelo então jovem cineasta baiano como a película que “inaugurou o moderno documentário brasileiro”, o filme foi além: contribuiu para deflagrar o movimento do “cinema novo”. Por tais justas razões, seus 50 anos serão celebrados, esse ano, pelo festival que leva seu nome e acontece de 11 a 16 de dezembro na Capital. A informação é do coordenador-geral do 6º Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, professor Lúcio Vilar, que vem trabalhando na formatação do festival desde o primeiro semestre deste ano, junto com sua equipe de produção que conta também com o professor e cineasta Bertrand Lira. Outra notícia é que João Córdula e Braulio Tavares serão os homenageados do 6º Fest-Aruanda. De gerações diferentes, ambos escreveram, à sua maneira, capítulos da história do cinema paraibano. O ano de 2010 marca o centenário de nascimento João Córdula. O Coordenador geral do festival, conta que Córdula conviveu com figuras de proa do cinema brasileiro, como o lendário Humberto Mauro e o genial Paulo Emílio Salles Gomes. Wills Leal fez uma bela homenagem a João Córdula em seu livro-memória do cinema paraibano. Já o Escritor, crítico e roteirista de cinema, Braulio Tavares, que é colunista do JORNAL DA PARAÍBA, receberá o troféu Antônio Barreto Neto. Ao ser informado da homenagem, Braulio falou que ficou feliz, disse estar em dúvida quanto ao merecimento, por achar que há pessoas que contribuíram mais do que ele. Sobre a homenagem a Braulio Tavares, o coordenador Lúcio Vilar afirma que “a escolha de seu nome para receber o Troféu Antonio Barreto Neto, teve a ver com sua paixão pela sétima arte e ao seu exercício como crítico de cinema, pré-requisito para a comenda que leva o nome de um dos nossos melhores críticos da província. Aliás, o Bráulio continua, enquanto cronista diário deste jornal, muito atento ao cinema”. O 6º Fest - Aruanda do Audiovisual Brasileiro, é uma parceria entre o NEPPAU (Núcleo do Audiovisual), CCHLA e Programa de Pós-graduação em comunicação da UFPB. O festival está agendado para o período de 11 a 16 de dezembro.

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